Comemorando 100 de anos de jornalismo especializado em fotografia na cidade de São Paulo
    por Ricardo Mendes



    As revistas e colunas especializadas em fotografia constituem um dos vetores centrais para a difusão de informação sob os mais diversos aspectos da produção e consumo no setor. Ao mesmo tempo, funcionam em várias casos como instrumento de ensino informal.

    Embora a função potencial dessas publicações seja reconhecida, o conjunto dessa produção no Brasil não foi documentado, aspecto agravado pela ausência de coleções completas em acervos públicos até mesmo dos títulos de maior tiragem. A inexistência de estudos sobre o tema apenas colabora para enfraquecer o debate sobre a imprensa especializada, setor que está certamente em defasagem com a diversidade da produção fotográfica nacional.

    Este ensaio, tendo como tema os cem anos da primeira edição registrada na cidade de São Paulo de uma coluna regular dedicada à fotografia, procura apresentar um breve panorama sobre a imprensa especializada no contexto paulistano entre 1898 e 1947. Esta última data marca uma nova fase no setor com o lançamento da revista IRIS, a mais antiga revista brasileira ainda em edição. O reconhecimetno de um mercado local a ser explorado fica evidenciado por outras iniciativas: não só pelo início da publicação dos primeiros boletins regulares do Foto-Cine Clube Bandeirante no ano anterior, mas principalmente pela ousadia de Hans Koranyi, editor de IRIS, ao estabelecer a partir da revista a primeira editora especializada em fotografia com extenso catálogo de livros voltados para a área de ensino.

    Embora seja restrita a historiografia sobre o período (1), o conjunto de títulos é diversificado em formato e orientação. Estas publicações, pouco conhecidas, reúnem de colunas especializadas, de recoretes diferenciados - editando apenas fotos de amadores ou trazendo informações técnicas - a até mesmo um programa de rádio.

    Na primeira metade do sélo XX este segmento, que agregado aos manuais, tratados e folhetos técnicos editados pelas áreas de comércio e indústria constituem o campo da literatura fotográfica, apresenta uma evolução surpreendente. Porém, destes títulos, curiosamente, apenas os de menção recente na historiografia encontram-se disponíveis em acervos públicos (2) como a revista ILLUSTRAÇÃO PHOTOGRAPHICA ou a primeira coluna na imprensa local, redigida por ZERO.



    Em 1898, o jornal CORREIO PAULISTANO traz a mais antiga série de artigos conhecida até o momento. Assinada por Zéro, a coluna Artes do Amador dedica-se ao ensino de técnicas fotográficas. Nesse aspecto, os textos - reproduzidos em anexo - revelam indiretamente a presença de produção amadora interessada em processos de fotopintura e similares como técnicas de colorização.

    Uma década após, em 1909, surge a REVISTA PHOTOGRAPHICA dirigida aos fotógrafos amadores. Há disparidadades sobre o período de edição, seja quanto ao início eventual em 1908, seja de término, que provavelmente teve lugar nos anos 20. (3)

    O título mais importante do período é lançado em 1919: ILLUSTRAÇÃO PHOTOGRÁPHICA. Editada pelo fotógrafo Barros Lobo, ILLUSTRAÇÃO marca uma nova vertente no mercado paulistano por ser editada em associação com a Casa Stuck, de Otto Stuck, distribuidora de produtos fotográficos. Esta revista é um exemplo do papel representado por estes veículos como polo de difusão e, em alguns casos, como forma de agregação. Redigida, na quase totalidade, por Barros Lobo, a publicação reflete um panorama que contradiz, digamos assim, o pouco que se sabe da atividade fotográfica na capital paulistana no período.

    Ao lado de artigos técnicos sobre produtos lançados pela loja patrocinadora, seu editor relata e comenta atentamente aspectos que apenas décadas após serão retomados. De um lado, discute o direito autoral, examinado a legislação; por outro, avalia as conseqüências do Código do Ar, apresentado ao Congresso, para o campo de fotografia aérea, em artigo contemporâneo às primeiras imagens aéreas da capital. Pequenos textos sobre técnicas de trabalho, nos quais as ilustrações traem a presença da mão de obra feminina no laboratório, ladeiam textos onde o editor comenta a necessidade premente de organismos sindicais como instrumentos de reivindicações trabalhistas. Lobo anuncia também sua atividade como fotógrafo (4), revelando uma 'inédita' estruturação de seu estabelecimento enquanto agência independente.

    Em 1926, Renato Corvello lança a REVISTA BRASILEIRA DE PHOTOGRAPHIA, iniciativa que motivaria a fundação do fotoclube Sociedade Paulista de Photographia. Esses empreendimentos reunem nomes conhecidos do segmento fotoamador como Reinaldo Porchat, Cintra Gordinho e Valêncio de Barros, os quais se destacariam na produção voltada para o emprego de técnicas de fotopintura, bromóleo e goma bicromatada. Três anos depois, talvez pela falta de continuidade da REVISTA BRASILEIRA, a Sociedade Paulista de Photographia lança seu próprio boletim SOMBRA E LUZES. Dirigida por Fernando Ruffier, a publicação perdura por um ano, quando a associação é dissolvida.

    O interesse pela fotografia amadora apresenta um grande crescimento nos anos 30, porém seguindo novos rumos. Ainda sob a influência da fotopintura, seus adeptos adotam outras orientações, empregando cameras em formato miniatura (35 mm) e abandonando processos de intervenção sobre as cópias. Essa mudança fica evidente a partir de 1939 através da produção dos membros do Foto-Cine Clube Bandeirante.

    O panorama mais dinâmico permite que jornais abram espaço para divulgação. Em 1931 surge a coluna PÁGINA DOS AMADORES, no Suplemento em Rotogravura de O ESTADO DE S.PAULO, que edita, sem critérios definidos, fotos dos leitores.

    No final da década, em 1939, José Medina (1884-1980), um dos mais significativos diretores do cinema mudo brasileiro e atuante no novo veículo de comunicação - o rádio, lança INSTANTÂNEOS NO AR. O programa pioneiro neste mídia tem uma permanência de um ano e meio na rádio Bandeirantes, sendo transmitido a seguir pela Difusora(5). O programa inclui sessões com informações técnicas sobre fotografia e comentários de fotos de ouvintes, chegando a realizar um concurso fotográfico. Ao mesmo tempo, Medina mantem uma coluna no jornal DIÁRIO DE S.PAULO (6).

    Indicativo do interesse crescente no campo da fotografia amadora, surge ainda em 1939 a coluna PHOTOGRAPHIA, no Suplemento em Rotogravura do jornal O ESTADO DE S.PAULO, escrita pelo fotógrafo Benedito Junqueira Duarte (1910-1995). Em artigo de abril de 1939, Duarte expressa com clareza a demanda existente por publicações especializadas ao informar sobre a criação da Sociedade Paranaense de Photographia, que pretende lançar uma "revista photographica, cujo primeiro numero sahirá a lume ainda nesta quinzena de Abril, com o nome suggestivo de ‘Em foco’ a lhe encimar a capa."(7) Benedito Duarte será responsável nos anos 40 pela produção do mais significativo registro das obras e serviços da Prefeitura de São Paulo, além de organizar a documentação urbana hoje disponível no Departamento de Patrimônio Histórico do Município. Atua nos anos 50 em cinema, tornando-se um dos principais diretores especializado em filmes científicos e também um polêmico crítico no jornal O Estado de S.Paulo.

    Completando esse panorma sobre imprensa paulistana especializada em fotografia, temos a única revista asssociada à indústria: AGFA NOVIDADES. Editada bimestralmente pelo distribuidor da marca, a publicação integra um conjunto extenso de títulos que passam a ser editados crescentemente nos anos 40 pelos representantes da indústria fotográfica. No período seguinte adotarão uma circulação mais segmentada, dirigida a amadores, lojistas e profissionais especificamente. Bom número destes títulos são publicados pela Kodak, não sendo inclusos neste painel em função da sede estar localizada então no Rio de Janeiro.




    Fugindo à impressão corrente sobre a literatura fotográfica brasileira, o panorama paulistano indica a necessidade de um levantamento e análise amplo deste segmento. Coleções precisam ser recuperadas e duplicadas para que novas pesquisas possam traçar uma outra visão sobre a fotografia no Brasil, mais complexa e viva.



    Ricardo Mendes











    Notas



    1. Este artigo toma como referência os seguintes textos: (1) KOSSOY, Boris. Panorama da Fotografia no Brasil desde 1832. O ESTADO DE S.PAULO, 18.10.1975, Suplemento do Centenário nº 42; (2) KOSSOY, Boris. Fotografia. In: História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles/ Fundação Djalma Guimarães, 1983. v.2. p.867-913 (Texto datado de abril de 1980); (3) SALVATORE, Eduardo. Um pouco de história... BOLETIM FOTO-CINE, São Paulo, (108): 10-15, 1959; (4) GOULART, Paulo Cezar Alves, MENDES, Ricardo (colab). Noticiário geral da Photographia Paulistana: 1839-1900. São Paulo: SMC/CCSP/ Div. Pesquisas, 1993. (rev./ampl. edição 1988) (não editado); (5) CAMARGO, Mônica Junqueira de, MENDES, Ricardo. Fotografia. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1992. (São Paulo: a cidade e a cultura).
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    2. Os títulos aqui listados encontram-se em sua maior parte em coleções particulares, devendo ser necessário nos próximos naos desenvolver projetos para localização de novas coleções e, eventualmente, identificar títulos ignorados até o momento. Deverão então ser objetos de análise dos perfis das publicações e seus editores, como também da avaliação do valor documental para a história da fotografia local, enquanto fonte para reconstituição do padrão técnico e caracterização da produção de imagens em suas diversas esferas.
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    3. Apenas quatro exemplares foram localizados em coleções particulares.
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    4. Raras fotos de Barros Lobo são conhecidas, como as imagens da década de 20 do Automóvel Clube (acervo MIS).
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    5. Devido à irregularidade na publicação da programação de rádio pela imprensa nesse período, é difícil estabelecer com precisão as datas de veiculação. Pelos jornais foi possível verificar a transmissão de terça a sábado, entre 19:00 e 19:15, de fevereiro a maio de 1939 pela Rádio BANDEIRANTE" (Camargo, 1992). BORIS KOSSOY (1975, p.5) menciona, no entanto a rádio Cruzeiro do Sul, além de datar as emissões entre 1937 e 1938.
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    6. Não localizada, embora indicada em depoimento a MARIA RITA GALVÃO, em seu livro Crônica do cinema paulistano. (São Paulo: Ática, 1975, p.212.). Não há referência segura quanto ao período de veiculação.
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    7. DUARTE, Benedito. Photographia: novos horizontes. Suplemento em Rotogravura, (134): 2.quinz.abr.1939.
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    Artes de Amador
    Illuminuras

    Passada a tinta geral nas carnes, nos braços e nas mãos tocam-se as faces com um pouco da tinta denominada chair 2, que empregada sobre a outra camada de tinta ainda humida, se allastra gradualmente, dando um esbatimento suavissimo e que raras vezes se consegue com as successivas aguadas dadas a pincel.

    Em todas as entoações das carnes deve proceder-se com grande prudencia; porque nas tintas a albumina ha côres que se fixam por tal modo na albumina da photographia, que de nada lhes pódem servir as lavagens, para destruir ou mesmo diminuir a intensidade do seu colorido.

    Coloridas as carnes do retrato, trata-se logo de entoar os fundos, que, quer em interiores, quer em paisagens ganham sempre em ficar numa entoação fria, para fazerem salientar o episodio principal: - a figura retratada.

    Coloridos os fundos, pintam-se as roupas procurando, não se cingir de que vestia o modêlo, quando tirou o retrato, mas empregar côres que se harmonisam com a entoação do rosto e mesmo dos fundos.


    Zéro

    Correio Paulistano/27.09.1898, p.4)
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    Artes de Amador
    Photo-pintura

    Chamma-se photo-pintura, a arte de pintar com tintas a oleo, directamente sobre uma photographia, conservando-lhe todas as suas sombras e contornos.

    Por este processo, qualquer photographia em papel albuminado fica com o aspecto completo de um quadro a oleo.

    Emprega-se este processo não só para colorir retratos photographicos, como tambem, sem grandes difficuldades, para pintar paizagens, ou outro qualquer assumpto, reproduzido na photographia.

    O processo, de que vamos dar a descripção, é muito mais rapido do que aqueles que têm sido empregados até hoje e permitte obter, sem grandes conhecimentos de pintura, resultados muito satisfactorios.

    Note-se, em todo o caso, que uma photographia, colorida pelo processo de photo-pintura, apresentará tanto maior effeito, tanto mais completa imitação de um quadro, quanto mais preparado estiver o amador, pelo estudo do desenho e da pintura.


    Zéro

    Correio Paulistano/30.09.1898, p.4)
    Artes de Amador
    Photo-pintura

    Comecemos pela preparação da prova photographica.

    É preciso, primeiro de que tudo, mergulhar a photographia na agua e depois mettel-a entre duas folhas de papel mata-borrão, de maneira que ella possa ficar bem embebida pela colla, que se lhe vai applicar. Se a photographia, que pretendemos colorir, já estiver collada no cartão, é neceesario mettel-a na agua o tempo necessario para que ella se possa separar facilmente do cartão e sem o perigo de rasgal-a. O tempo deste banho, pode abreviar-se, empregando agua quente.

    Applca-se depois esta photographia sobre um destes cartões usadas para esboços ou, o que melhor é, em taboas de que se servem os pintores, para quadros de pequenas dimensões, dando uma camada muito egual de colla liquida na superficie opposta áquella em que está o retrato ou paisagem, que vamos colorir.

    Deve haver o maior cuidado em evitar que entre o cartão ou a taboa e a prova photographica, fique a menor bôlha de ar.

    Logo que a colla fique secca, é conveniente pôr um peso sobre o cartão.


    Zéro

    Correio Paulistano/01.10.1898, p.6)
    Artes de Amador
    Photo-pintura

    Logo que a photographia collada sobre a taboa ou cartão fique bem sêcca, é necessario adelgaçar os rebôrdos da photographia, com um pedaço de pedra-pomme ou com lixa n.0, de maneira que a photographia não apresente a menor salliencia sobre o cartão, sobretudo quando ella não o cobre inteiramente.

    Esta operação é essencial, para que o contorno da folha de papel albuminado não accuse a photographia por debaixo da pintura e deve ser feita com a maior paciencia e até que o dêdo passado ligeiramente sobre o cartão ou taboa não sinta nenhuma saliencia, nenhuma differença de nivel.

    Acabada esta operação, passa-se por cima da photographia uma camada de Fixativo Vibert, afim de que fique apta a receber a pintura.

    Poder-se-ia empregar, nesta operação, uma mixtura feita de Verniz de quadros e de Essencia de therebentina ou mesmo uma solução de gomma arabica; mas o Fixativo Vibert secca em poucos segudos, não altera as côres e permitte ao amador começar desde logo o seu trabalho de pintura.

    Entraremos, em seguida, na parte mais interessante do processo.


    Zéro

    Correio Paulistano/02.10.1898, p.4)
    Artes de Amador
    Photo-pintura

    Preparada como está a nossa taboa ou cartão, começaremos a pintura.

    As tintas, que se empregam neste genero de trabalhos, são exactamente as usadas na pintura a oleo; mas deve escolher-se, de preferencia, tintas transparentes, como o Azul da Prussia, a Lacca fina (garance andrinople), as Terras de Senna, os Ultramares, o Verde Esmeralda, o Amarello indiano, etc.; apesar de que as tintas opácas são necessarias, para o toque e empaste da pintura.

    As tintas devem tornar-se fluidas, com a addicção de Secativo flamengo, que se tira com a ponta do pincel, do cacifo, fixo na palheta e onde se deve deitar o seccativo, antes de começar a pintar.

    Esta fluidez de tinta, que tem por fim dar á côr a transparencia e produzir effeitos sobretudo na carnação, utilizando os tons e o modelado da photographia, não deve ser exagerada.

    Só a pratica é que ensinará a proporção do Secativo flamengo que se deve juntar à tinta.


    Zéro

    Correio Paulistano/04.10.1898, p.3)
    Artes de Amador
    Photo-pintura

    A operação de pintura deve começar pelos fundos, empregando-se tintas muito fracas, para que o colorido deixe ver, por transparencia, as sombras e os claros da photographia.

    Deve pintar-se em seguida, e sempre com tintas muito fluidas, as figuras e os primeiros planos e depois passar delicadamente o esfuminho (blaireu) de maneira que fiquem esfumados os contornos sobre o fundo.

    Finalmente, dar-se-á à photographia o perfeito aspecto de um quadro a oleo, applicando, com delicadeza, em certos lugares, alguns toques de pincel com tinta encorpada, ou, como por outra forma de diz, empastando os tons claros, os pontos luminosos, certos episodios do fundo, a folhagem das arvores, etc.

    Se as tintas não apresentarem a exigida transparencia, acrescenta-se-lhes um pouco de Cristal. Estre producto, fabricado por Lefranc & Comp., misturado com as tintas, dá à photographia effeitos de grande belleza.

    Todas as vezes que empregarmos tintas pouco seccativas, devemos addiconar-lhes seccativo de Courtral, para lhes activar a dissecação.


    Zéro

    Correio Paulistano/05.10.1898, p.4)
    Artes de Amador
    Photo-pintura

    Quando, por falta de pratica, não ficarmos satisfeitos, com o que conseguirmos, nos primeiros trabalhos de photo-pintura, podemos tirar as tintas com que cobrimos a photographia, passando lhes por cima um panno de algodão fino, imbebido de essencia de therebentina.

    Feita esta operação com paciencia e cuidado, a photographia fica exactamente como era antes de pintarmos e póde servir outra vez, para novas experiencias.

    Quando o trabalho de pintura está completamente terminado e as tintas bem sêccas, passa-se-lhe uma esfregação de Verniz de quadros tendo a cautella em não deixar a pintura exposta à poeira, emquanto o verniz não estiver sêcco.

    As tintas essenciaes para o trabalho de photo-pintura são: o Azul cobalto, o Azul de Prussia fino, o Ultramar, o Amarello indiano, o Verde esmeralda, a Lacca fina, o Vermelhão, o Vermelho de Veneza e o Violeta mineral.

    Eis, em poucas palavras, o processo de photo-pintura, de que vemos tão bonitos exemplares no commercio e que passam por verdadeiros quadros a oleo.



    Zéro

    Correio Paulistano/06.10.1898, p.5)











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    03.03.1998 - criação
    03.03.1998 - atualização; 10.11.2021