{"id":424,"date":"2024-12-29T04:05:08","date_gmt":"2024-12-29T04:05:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fotoplus.com\/idart50\/?p=424"},"modified":"2025-01-01T09:17:11","modified_gmt":"2025-01-01T09:17:11","slug":"1978-maria-eugenio-franco-prefacio-da-serie-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fotoplus.com\/idart50\/?p=424","title":{"rendered":"1978: Maria Eugenia Franco &#8211; pref\u00e1cio da s\u00e9rie Pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1978, para o lan\u00e7amento da s\u00e9rie Pesquisa, ambicioso conjunto que registra parte da produ\u00e7\u00e3o do IDART, iniciada dois anos antes, Maria Eugenia Franco, diretora do departamento, escreve o pref\u00e1cio das publica\u00e7\u00f5es. Aqui, de forma sucinta, registra os passos inicias da documenta\u00e7\u00e3o e pesquisa em arte e comunica\u00e7\u00e3o propostas pelo projeto.<br><br>Revela-se um conjunto ambicioso de publica\u00e7\u00f5es, anu\u00e1rios e outros produtos, bem como surgem a marca dos primeiros diretores do Centro de Pesquisa &#8211; D\u00e9cio Pignatari e Paulo Em\u00edlio Salles Gomes.<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Extra\u00edda do volume: <br>DIAS, Linneu. <em>Corpo de Baile Municipal<\/em>. <br>S\u00e3o Paulo: IDART, 1978. Pesquisa, 2, p.5-6.<br><br>Foram mantidos os negritos e caixas altas do original, <br>bem como a ortografia de \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Centro de Pesquisas de Arte Brasileira do IDART foi criado a partir de um princ\u00edpio da hist\u00f3ria, a para-hist\u00f3ria, no qual o pensamento de uma \u00e9poca se revela como a contribui\u00e7\u00e3o mais leg\u00edtima e mais viva para o estudo da evolu\u00e7\u00e3o de uma comunidade. Os trabalhos que realizamos t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de investigar e preservar a mem\u00f3ria art\u00edstica nacional do presente e do passado, um dos elementos e fundamentos comprovadores da din\u00e2mica cultural do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa filosofia do agir e atuar apoia-se numa no\u00e7\u00e3o de \u2018arte\u2019 fundamentalmente est\u00e9tica. Em consequ\u00eancia, multidisciplinar e interdisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>Abrangemos as v\u00e1rias disciplinas art\u00edsticas e as que com estas se relacionam: arquitetura e urbanismo, artes c\u00eanicas, artes gr\u00e1ficas, artes pl\u00e1sticas, cinema, comunica\u00e7\u00e3o de massa (imprensa, r\u00e1dio, televis\u00e3o, publicidade), desenho industrial, literatura e m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos a arte como objeto\/fato-cria\u00e7\u00e3o-intui\u00e7\u00e3o e como teoria-conceito-pensamento. Acolhemos todos os c\u00f3digos e linguagens de produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Admitimos as diversas correntes te\u00f3ricas que as analisam e interpretam, porque todas enriquecem o conhecimento cr\u00edtico e fenomenol\u00f3gico de suas ra\u00edzes mais profundas.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1976, iniciamos o estudo sistem\u00e1tico e programado das artes nacionais, a pesquisa da inven\u00e7\u00e3o, da criatividade brasileira, sob \u00e2ngulos v\u00e1rios de suas muitas faces e interfaces. Em todos os campos e subcampos procuramos investigar as express\u00f5es criativas eruditas, ind\u00edgenas e populares.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomando como <strong>corpus<\/strong> geral das pesquisas as manifesta\u00e7\u00f5es de arte que surgem no Brasil, o IDART as estuda a partir de uma coletividade \u2013 S\u00e3o Paulo e do eixo cultural S\u00e3o Paulo-Rio, quando se verificam cruzamentos de influ\u00eancias entre os dois centros. \u00c9 esta uma op\u00e7\u00e3o de natureza econ\u00f4mico-pragm\u00e1tica e, ao mesmo tempo, uma experi\u00eancia consciente de est\u00e9tica sociol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda grande cidade \u00e9 fonte e lago. Gera, produz, mas tamb\u00e9m recebe v\u00e1rias for\u00e7as culturais vindas de outras nascentes comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo revela possuir particular interesse e riqueza, quando utilizada como base de investiga\u00e7\u00f5es sobre arte contempor\u00e2nea brasileira, porque \u00e9 uma cidade-p\u00f3lo, de onde emergem e por onde passam alguns dos principais acontecimentos art\u00edsticos de origem nacional \/ estadual e internacional. Sofre tamb\u00e9m influ\u00eancias \u00e9tnicas diversas, por interm\u00e9dio de suas grandes col\u00f4nias estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste \u2018laborat\u00f3rio\u2019 est\u00e9tico, os trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores das \u00c1reas e Sub\/\u00c1reas do Centro de Pesquisas do IDART dividem-se em dois setores paralelos: documenta\u00e7\u00e3o de eventos e pesquisas tem\u00e1ticas. Desses trabalhos resultam atividades editoriais e o Arquivo Multimeios.<\/p>\n\n\n\n<p>Destinado ao uso interno \u00e8 \u00e0 consulta p\u00fablica, o Arquivo \u00e9 o reservat\u00f3rio do produto global das pesquisas e doa\u00e7\u00f5es recebidas. \u2018Mem\u00f3ria latente\u2019 para estudiosos de hoje e do futuro, concentra v\u00e1rios m\u00eddia de registros documentais: processos cin\u00e9ticos, fotos, fitas magn\u00e9ticas gravadas e transcritas, informes in\u00e9ditos, folhetos, cat\u00e1logos, programas, cartazes, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>(p.6)<\/p>\n\n\n\n<p>No plano editorial, \u2018mem\u00f3ria din\u00e2mica\u2019, al\u00e9m dos projetos multimeios \u2013 exposi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas e documentais, filmes, audiovisuais, <strong>v\u00eddeo tapes<\/strong>, grava\u00e7\u00f5es sonoras \u2013 programou o IDART livros, \u00e1lbuns, revistas, anu\u00e1rios, boletins.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos estudos tem\u00e1ticos surgir\u00e3o as cole\u00e7\u00f5es PESQUISA e DOCUMENTO VIVO, cujos primeiros volumes entraram em processamento gr\u00e1fico no in\u00edcio de 1978. Lamentamos o atraso de seu lan\u00e7amento, explic\u00e1vel pelos sofridos bloqueios e meandros da burocracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas cole\u00e7\u00f5es prop\u00f5em o estudo da arte brasileira em S\u00e3o Paulo com abordagens sincr\u00f4nicas e\/ou diacr\u00f4nicas. Do presente e do passado ser\u00e3o divulgados documentos e informa\u00e7\u00f5es, narrativas historiogr\u00e1ficas e a metalinguagem dos fatos e objetos est\u00e9ticos, no universo da realidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os eventos art\u00edsticos da atualidade s\u00e3o preservados tanto seletivamente, nos ANU\u00c1RIOS das \u00c1reas, quanto genericamente, nos BOLETINS da Hemeroteca, setor especializado do Arquivo Multimeios. Esse setor cataloga as p\u00e1ginas de arte da imprensa brasileira cotidiana e peri\u00f3dica de S\u00e3o Paulo-Rio e, quando poss\u00edvel, de outros Estados. Trabalho di\u00e1rio sistem\u00e1tico ser\u00e1 editado em fasc\u00edculos a partir de 1979. Quanto aos ANU\u00c1RIOS, destacam as realiza\u00e7\u00f5es e atividades mais significativas das \u00c1reas art\u00edsticas, no contexto s\u00f3cio-cultural da cidade. Apresentam s\u00ednteses, dados referenciais, fixando a situa\u00e7\u00e3o do fato no pr\u00f3prio instante em que ocorre. Transmitem a imagem de segmentos das artes em S\u00e3o Paulo, no panorama de nosso momento. Ser\u00e3o \u2018fontes prim\u00e1rias\u2019, no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das Equipes Especializadas, o princ\u00edpio \u00e9tico e profissional estabelecido pelo Diretor do IDART e Diretores do Centro de Pesquisa tem sido o de incentivar a autogest\u00e3o das \u00c1reas, desde que existem especificidades tipol\u00f3gicas em cada uma. Evitamos o dirigismo cultural, respeitando a plena liberdade de express\u00e3o. Procuramos estimular a consci\u00eancia da responsabilidade individual do pesquisador, como autor do trabalho cient\u00edfico, tanto no texto quanto nas v\u00e1rias etapas das tarefas de campo, o que tem resultado num processo salutar de sele\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crit\u00e9rios b\u00e1sicos e a programa\u00e7\u00e3o global\/org\u00e2nica t\u00eam sido estabelecido pelos Diretores, ouvido o Conselho de Pesquisas, formado pelos Supervisores de \u00c1reas, Assistente Jur\u00eddico e Assistentes T\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta s\u00e9rie inicial de publica\u00e7\u00f5es corresponde ao per\u00edodo 1976\/77, em que D\u00e9cio Pignatari, ent\u00e3o Diretor do Centro de Pesquisa do IDART, programou para todas as \u00c1reas uma tem\u00e1tica geral: ARTE EM S\u00c3O PAULO, DENTRO E FORA DO SISTEMA, &#8216;no sentido de registro e an\u00e1lise n\u00e3o s\u00f3 de manifesta\u00e7\u00f5es institucionalizadas, como tamb\u00e9m de manifesta\u00e7\u00f5es culturais marginalizadas\u2019, segundo palavras do autor do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a sa\u00edda volunt\u00e1ria de D\u00e9cio Pignatari, Paulo Em\u00edlio Salles Gomes, assumindo o mesmo cargo, acompanhou o t\u00e9rmino das pesquisas, em seu \u00faltimo trabalho de dire\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Verbas insuficientes nos impediram de realizar o programa da s\u00e9rie DOCUMENTO VIVO, que divulgaria o grande e precioso volume de registros e informes sobre arte brasileira coletados e produzidos pelo Centro de Pesquisas, em suas oito \u00c1reas. Com a assist\u00eancia t\u00e9cnica de Fernando Lemos, para exame das possibilidades gr\u00e1ficas, decidimos lan\u00e7ar os ANU\u00c1RIOS \u2013 projeto de Paulo Em\u00edlio \u2013 e iniciar a cole\u00e7\u00e3o PESQUISA. Escolhemos juntos os temas ainda n\u00e3o abordados em livro, ao menos sob os \u00e2ngulos focalizados pelo IDART.<\/p>\n\n\n\n<p>Representam estes trabalhos o testemunho de jovens pesquisadores, documentando, narrando e\/ou analisando a arte de nosso meio e nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Eugenia Franco<br>IDART \u2013 Diretora\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1978, para o lan\u00e7amento da s\u00e9rie Pesquisa, ambicioso conjunto que registra parte da produ\u00e7\u00e3o do IDART, iniciada dois anos antes, Maria Eugenia Franco, diretora do departamento, escreve o pref\u00e1cio das publica\u00e7\u00f5es. 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